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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Puerto Varas

Dia 21 agora é feriado de Día de las Glorias Navales, e a estangeirada da Uandes resolveu tirar a semana para viajar, já que hoje também não teremos aula.

Olá, como estão vocês?  Estou escrevendo direto do ônibus a caminho de Bariloche, na Argentina. Estava desde terça-feira em uma cidadezinha a quase mil quilômetros de Santiago chamada Puerto Varas. Está há quase mil quilômetros de Santiago. Foram 12 horas de viagem e pasmem, sem parada para cafezinho! Aqui há 32 mil habitantes e por ter sido colonizada por alemães, tem toda aquela pinta de Europa e há muitos restaurante e docerias de origem germânica por aqui. 
"...cruzamos uma barreira para podermos ver de perto as pequenas cachoeiras que desaguavam em uma linda lagoa azul. Tiramos fotos e rimos bastante, mas na hora de sair das pedras (...) Fomos expulsos! Hahaha..."
Puerto Varas é também conhecida como “a cidade das rosas”, pela quantidade de roseiras espalhadas pelas ruas. Há lagos e vulcões aqui, mas como choveu muito e fez muito frio no primeiro dia, não deu para fazer muita coisa quando cheguei. De todas as maneiras, fui conhecer o lago Llanquihue, que mais parece uma praia de tão grande e agitado que é.

Eu no lago LLanquihue, em Puerto Varas.

Ontem, fez sol e fomos fazer um passeio no Parque Nacional Vicente Pérez. Tomamos um coletivo e em pouco mais de uma hora estávamos perto de conhecer o vulcão Osorno e as belezas do lugar. Mas logo na entrada da reserva natural, cruzamos uma barreira para podermos ver de perto as pequenas cachoeiras que desaguavam em uma linda lagoa azul. Tiramos fotos e rimos bastante, mas na hora de sair das pedras e continuar o passeio, o guarda nos advertiu que não poderíamos ter passado das barreiras que eram de proteção. Fomos expulsos! Hahaha... Estou rindo agora, mas na hora, claro eu fui a que fiquei mais indignada, em vão, porque realmente estávamos errados. Bom, pelo menos temos fotos aonde ninguém pode tirá-las. 


                                
No Parque Nacional Vicente Pérez, minutos antes de sermos expulsos após cruzar esta barra em que estou sentada.

Voltamos exaustos para Puerto Varas e fomos direto para o albergue em que estávamos hospedados que é muito lindo, por sinal. O nome de lá é Casa Azul e o dono, Andreas, é um simpático alemão que há 12 anos vive no Chile. Jantamos e dormimos para nos preparar para hoje... Hermanos, aqui vamos nós!

Galera no final do passeio, de frente para o vulcão Osorno.

Os garotos cozinhando macarronada para o jantar. Austin e Mark dos EUA e Alex, no meio, do México.

Depois tem mais,

abraços a todos!

ps: Renata e Mariana, parabéns mais uma vez para vocês!!! Espero que tenham gostado da surpresa!

terça-feira, 16 de março de 2010

Carretes

No Brasil nós temos o Carnaval no começo do ano. Aqui, tem festa todo dia: são os chamados "carretes".

¿Hola, como están? Eu estou "a full", como muitos dizem por aqui, ou seja, a mil por hora. Aqui tenho tanta coisa para fazer que não tenho tempo nem para pensar. Fui à universidade estes dias, mas a verdade é que o que mais fiz desde quinta foi ir a "carretes", que significa festas aqui no Chile. Eita povo que gosta de carretear! Eles até saem para boates, pub's e casas noturnas em geral, mas o forte aqui é festa em casa e "asados", que são churrascos mesmos.
"Quando cheguei ao local, a corrida ficou em dois mil pesos (sete reais) e entreguei minha nota achando que era a de dez mil pesos. O cara ficou me olhando esperando o resto do dinheiro... E só então me dei conta que confundi as notas e não tinha mais nada! Pedi mil desculpas, mas ele ficou muito bravo e saí rapidinho do carro. Fiquei muito sem graça."
Talvez pelo frio, não que isso seja científico, mas os chilenos em geral são bem reservados e demoram para confiar nas pessoas. Ainda pelo mesmo motivo infundado, aqui eles fumam muito e também bebem bastante! E tudo com teor alcoólico altíssimo: Piscos, tequilas, vodka, cerveja... Tudo em grande quantidade! Claro que há exceções, mas são poucos os que não entram "na onda". Com essa brincadeira toda, e ainda juntando a diferença sazonal da temperatura (ou seja, enquanto tem sol o calor é grande, assim que ele se esconde o frio é bravo) tem que se cuidar para não se resfriar ou adoecer: sim, o meu caso. Já estou diminuindo meu ritmo e espero não ter problemas de saúde por aqui.

Eu, sozinha em um dos bares da avenida Manuel Montt, aqui em Providência.

Além disso, conto que tenho dado meus foras, por aqui, para variar. Quinta passada eu queria sair à noite para encontrar os outros alunos estrangeiros, numa rua não muito longe. Tomei um café para me animar e acho que exagerei na dose: fiquei elétrica. Na pressa, resolvi ir de táxi e o motorista me disse já ter morado em Belo Horizonte e foi bem simpático. Quando cheguei ao local, a corrida ficou em dois mil pesos (sete reais) e entreguei minha nota achando que era a de dez mil pesos. O cara ficou me olhando esperando o resto do dinheiro... E só então me dei conta que confundi as notas e não tinha mais nada! Pedi mil desculpas, mas ele ficou muito bravo e saí rapidinho do carro. Fiquei muito sem graça. Não bastando, eu não encontrei ninguém na tal rua dos bares e não podia ligar para eles porque não tinha crédito (e nem dinheiro). Os caixas rápidos não me deixavam sacar dinheiro, então voltei desolada e a sorte é que sempre ando com meu cartão do metrô. Chegando na estação próxima à minha casa, eu fui andando e reparando nos mil bares que há ao longo dos mil metros que tenho que caminhar até minha casa. A avenida é a Manuel Montt, bem conhecida por aqui. Então resolvi entrar em um bar sozinha e ficar por lá, curtindo olhar as pessoas de um outra cultura! Sim, quase uma antropóloga infiltrada no nicho alheio.

Mexicanos, chilenos e brasileiros no que era para ser uma festinha no abergue. Hehehe!

Na sexta, fomos Marília e eu, até o nosso antigo lar matar a saudades do pessoal de lá. Convidei um amigo que fiz aqui, mas que é de BH também, e ele por sua vez chamou vários amigos chilenos e mexicanos! Era para ser uma coisa à toa, mas foi bem divertido afinal. Até dormimos por lá mesmo. Acordei morta e, confesso, ainda um pouco "mareada" e não sei como conseguimos, mas às 15 horas estávamos em casa, enfim.
 
Estava muito cansada, mas os estrangeiros (quando digo isso, me refiro aos alunos estrangeiros da universidade) me chamaram para uma festa no apartamento das mexicanas. Não pude recusar. Cheguei lá meio moribunda, mas fui me animando e terminei a noite dançando salsa, merengue e todas outras danças que existem na América Latina! Hahaha! 

Todos os intercambistas na casa das mexicanas!

E a festa continuou no apartamento do Chafla, ecuatoriano à esquerda de branco e meu professor de ritmos latinos, em geral. Hehehe.
 
O resultado foi um domingo de "caña", como eles chamam a ressaca por aqui. Passei muito mal, mas tudo tem suas conseuqências, não é mesmo Aí fica parecendo que sou daquelas que só porque estão de intercâmbio, acham que podem fazer de tudo!
 
Haha! Mesmo passando tantos apertos e tudo mais, eu estou amando esta viagem! Recomendo!
 
Boa noite e até a próxima.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Feria y Asao

Domingo é dia de feira aqui também. E claro que eu fui em uma.

Na rua ao lado de onde estou há, aos domingos, uma feira de... TUDO! Muambas chinesas, eletrônicos com aparência de originais e preços suspeitos ¬¬... Muitas frutas diferentes e algumas muito grandes, tipo Itú. E umas muito diferentes, como vocês vão ver nas fotos abaixo.
 "...fomos a uma barraquinha de morangos com um 'No eligir' de todo tamanho. Metemos nossas mãos curiosas nas frutinhas e a tia olhou brava para gente e disse: "Não se pode escolher!!!". A gente saiu de fininho e aprendemos a lição."
Destaque para as plaquinhas que dizem quais frutas podemos escolher e quais não. Eu e a paulista que está morando no mesmo lugar que eu, Marília, leigas quanto a isso, fomos a uma barraquinha de morangos com um "No eligir" de todo tamanho. Metemos nossas mãos curiosas nas frutinhas e a tia olhou brava para gente e disse: "Não se pode escolher!!!". A gente saiu de fininho e aprendemos a lição.

O tiozinho estava me mostrando a papaya, que é o mamão deles. Ele pediu para eu tirar foto dele, mas ficou sem graça depois. Tirei mesmo assim!

Essa coisa preta feia é nada mais, nada menos que o abacate deles. Eles comem em refeições salgadas, como na salada. No Mc Donalds e no sushi daqui têm opções com "Palta".

Esse milho roxo é peruano e se bebe! Isso mesmo. Cozinha-se ele e bate no liquidificador e Glup! Credo.

Jantar de ontem. Aquilo verde é a papaya con ajíl, traduzindo, abacate com pimenta. "Adorei" ¬¬.

Depois fizemos um churrasco ou "asao" como eles dizem aqui. Imagina uma gaúcha, uma mineira e uma paulista dando pitaco em churrasco de chileno. Achei que daria merda, mas deu foi medo! Hahaha! Estavam três chilenos conosco e, no final das contas, estávamos todos falando sobre política e América Latina. Eu nem gosto né? Me senti uma militante! Viva CUBA LIBRE! Aliás, é incrível como as pessoas aqui são politizadas, independente da classe social. Conhecem a história do país e têm opiniões bem formadas a respeito dos seus governantes. Bem diferente dos brasileiros, fala a verdade?

Bom, por hoje é só. Aqui escurece às 20hs e 30 min, portanto eu fico meio sem noção do tempo, por isso o post tão tarde. A semana está começando e tem muitas aventuras por vir. Boas, espero!

Bxus.