domingo, 4 de setembro de 2011

Una vez más: ¡Fuerza Chile!

Quando o Chile se recupera de um tombo, lá vem outro e para abalar as estruturas. Mas ele segue firme e forte.

Olá, pessoal. Sei que há meses eu não posto, mas acho que os últimos acontecimentos no Chile merecem destaque aqui no blog.

O primeiro, mais recente, é o acidente de avião na ilha chilena, Juan Fernández, no oceano Pacífico. O voo levava o carismático apresentador da Televisión Nacional de Chile - TVN, Felipe Camiroaga. Ele e sua equipe viajavam para a ilha com o objetivo de mostrar como estava sendo a reconstrução do local, após o famigerado terremoto de fevereiro de 2010. Além deles, estavam presentes os integrantes do Conselho de Cultura do país e os membros do projeto Desafio Levantemos Chile, incluindo o presidente Felipe Cubillos. Até agora, corpos de 4 pessoas foram encontrados, mas segundo especialistas, não há chance de encontrar sobreviventes.

Camiroaga, morto no acidente de avião em Juan Fernández, em vídeo no qual apoiava os protestos a favor da melhoria na educação do Chile.

Por curiosidade, o acidente aéreo no Chile com o maior número de mortos aconteceu em 1965. Um avião DC-68 da Lan Chile caiu alguns minutos após ter decolado, próximo a pré-cordilheira. A causa foram os fortes ventos e o saldo foi de 88 mortos =( .

O que me chama a atenção em todos esses recentes acontecimentos no Chile – terremoto, os 33 mineiros, o vulcão Puyehue*, as manifestações estudantis por melhor qualidade na educação etc, é a união das pessoas. Como os chilenos são solidários com seus compatriotas! O país está totalmente mobilizado a respeito do acidente na ilha e a única coisa que se fala na mídia é sobre isso. Como o foi na época do terremoto. 

“Pura gente buena
de las que mas se necesitan en Chile 
y en el mundo.”  
Maurício Sepúlveda, um amigo chileno, a respeito das vítimas do acidente em Juan Fernández

E a mobilização vai além do apoio moral. Em julho e agosto deste ano, os estudantes chilenos saíram às ruas para pedir melhoria na qualidade da educação no país. Lá, o ensino superior, por exemplo, é pago. Até mesmo nas universidades públicas existe uma mensalidade que impede que muita gente deixe de estudar. Os protestos que dada à violência, dividiram opiniões entre os chilenos, merecem destaque até no Jornal Nacional.


Chile... Sempre surpreendente.

18 de agosto. O dia em que nevou em Santiago.

Uandes e as cordilheiras no fundo - Tudo Branco.

Para terminar o post surpresa de hoje, eu lhes envio algumas fotos, tirada recentemente por minhas amigas chilenas, Constanza Egaña e Consuelo Aranda. Isso é na parte alta de Santiago e onde eu estudava. Nevou, gente! Eu não tive a oportunidade de ver nevando quando morei lá, então me restou ficar babando nessas imagens.

É isso!

Fuerza Chile!

E abraço a todos!


* O vulcão chileno Puyehue me deu muita dor de cabeça, mas essa história eu conto depois...

domingo, 1 de maio de 2011

La palta - Comiendo a la chilena - Parte 1

Os pratos chilenos são do tipo “Parece, mas não é ”. Entre paltas y marraquetas, eu comento, hoje, um pouco da surpreendente cozinha chilena, começando pelo café-da-manhã.

Não julgue nada pela aparência. Essa é a premissa para quem deseja provar a comida chilena sem medo de ser feliz. Sem muitas variadas com a culinária brasileira, em uma semana você pode conhecer todos os pratos típicos do Chile. Então, não vamos perder tempo.

Palta


Antes de falar sobre os pratos típicos do Chile, é preciso saber o que é a palta. No Brasil, nós a conhecemos como abacate e a comemos como fruta, com açúcar ou como vitamina. Mas no Chile, a palta é o que chamamos de abacate é considerada verdura e pode ser encontrado em todas as refeições. Portanto, acostume-se e não estranhe quando vir palta no pão, na salada, na pizza, no sushi e até mesmo no Mc Donald’s. Mas na se assuste, no fim das contas, a gente acaba se adaptando.




Desayuno

O dia no Chile começa com um belo pão com manteiga, patê, mermelada (geleia), ovo frito ou claro, com palta. Até que existe o presunto e queijo, mas são bem carinhos. A hallulla e a marraqueta (pan batido, pan francés) são os pães mais comuns. No país, não existe a padaria do jeito que a conhecemos. Para comprar seu café da manhã, só em mercearias ou em supermercados. Em Santiago, o mais parecido à padaria brasileira é a rede Castaño, presente em qualquer esquina ou metrô da cidade. Para beber, vale um café ou leite com chocolate em pó. No inverno, é normal tomar uma agüita, que é como eles chamam o chá (té, no espanhol normal).



Outra coisa comum no café-da-manhã é o queque, que nada mais é do que o nosso bolo. E atenção! O outro nome para bolo em espanhol é pastel. Então, se vir uma Pastelería, já sabe ;D . Já para bolos de festa, o nome é torta. 

Em geral, os hostales e hotéis oferecem o desayuno. Mas caso queira comer fora, uma dica é a franquia Fontarella. A padaria se encontra em diversas partes da cidade. Por via das dúvidas, deixo alguns endereços abaixo:

Casa Matriz: Rua Santa Elisa, 210, La Cisterna.
San Pablo: Rua Almirante Barroso, 810 – 814. Tel: 7842368
Santa Lucía (Centro): Rua San Antonio, 242. Tel: 7842382

A marraqueta e a palta vivem juntos.

E para quem não sabe, a rede norte-americana Starbucks está presente em Santiago. Lá você pode tomar capuccinos, cafés, usar seu notebook e se sentir como em um filme de Hollywood. ;D

No próximo post: o almoço no Chile e onde saborear os pratos típicos da mesa chilena.

Até!

domingo, 3 de abril de 2011

Ritmos Chilenos - Que escutam hoje em dia?

Basta falar sobre países latinos e eu penso em mulheres dançando lambada com uma flor no cabelo. Vocês também? Haha! Pois é, hoje eu falo um pouco sobre o que se ouve, atualmente, no Chile. Não nego que os ritmos latinos estão presentes, mas não é só isso!

Olá, gente! Vamos ao que interessa. Ops! Antes, quero convidar vocês a ouvirem o programa de rádio que fiz sobre os Ritmos Chilenos. Basta clicar aqui!

Pop

O Chile é muito influenciado pela cultura norte-americana. E isso, claro, se reflete nas produções musicais. A Francisca Valenzuela é um bom exemplo do pop chileno. Já a Ana Tijoux é a rapper mais respeitada por lá - a chilenita é boa mesmo! A cantora nasceu na França, enquanto seus pais estavam exilados, na época da Ditadura. Não por acaso, sua música mais famosa é a 1977, que fala sobre esse período. Ouçam:


Outros exemplos dessa influência yankee, são o grupo de rock De Saloon e o Kudai, que faz sucesso entre os adolescentes e mais parece uma versão chilena dos Rebeldes.

Povão mesmo!

Claaaro que eu não poderia me esquecer de comentar dos cantores que movem o povão para dançar e cantar seus hits. Agora sim eu falo de ritmos latinos. Eles fazem mais sucesso entre os mais pobres e a classe média. No Brasil, são os equivalentes ao Pagode, Funk e os ritmos nortenhos, como o Calypso. Sabe aquela música que todo mundo diz que é brega, mas canta mesmo assim? O melhor exemplo chileno desse fenômeno é o morocho Américo. Quando estive no Chile, o single dele, ”Te vas” era o toque do meu celular. Sempre que ele tocava no metrô e na rua, uns riam e outros me olhavam com cara torta! Haga!


Américo, o brega do Chile, em uma apresentação no Festival de Viña, 2010.


Apesar de produzirem pouco Reggaeton, o Chile consome muiiiito esse ritmo que nasceu em Porto Rico. Na verdade, o Reggaeton é uma febre em toda América Latina, exceto no Brasil ¬¬. Que pena que preferimos importar sobretudo aquilo que vem dos EUA. Enfim, escutem um reggaeton chileno para entenderem do que estou falando:

IMPOSSÍVEL cair na noite chilena e não dançar um reggaeton. 

Fecho a série “Ritmos Chilenos”, com a cumbia do grupo Chico Trujillo. O ritmo é colombiano, mas a banda é chileníssima. É muito comum escutar as músicas deles em boates e, claro, na boca do povo!

Quer ficar maaaais por dentro ainda? Este site diz quais são as Top 20 por lá. E aí estão inclusos hits chilenos ou não. 


Outra dica é o musicapopular.cl . Lá, você fica sabendo tudo que se escuta e que se produz de música no Chile. Além de anunciarem shows e lugares para ir.


Grande abraço!

domingo, 20 de março de 2011

Ritmos Chilenos - Cueca a Los Prisioneros

O melhor de se conhecer um país diferente é poder trazer consigo um pouco da alma de cada nova cultura. A música ajuda muito nessa imersão.

Olá, pessoal!  Eu sou adepta ao pensamento de que não basta conhecer um novo país. O interessante mesmo é voltar para casa trazendo um pouco da alma de cada lugar em que se vai. E a música faz parte disso. Pensando nisso, preparei um resumo sobre a história da música no Chile.

Cueca

Até parece que é fácil assim(não me lembro de onde tirei essa fig.)!

Esse é o nome do “baile oficial do Chile”. A Cueca é cantada e dançada. O ritmo surgiu no século 19, quando os camponeses se reuniam para cantar, dançar e conversar sobre as angústias da vida no campo. Ela também representa o homem conquistando a mulher. Quando chegou às grandes cidades, as letras da Cueca passaram a refletir mais sobre o cotidiano urbano. Nessa época ela ficou conhecida como Cueca Urbana, Cueca Brava ou Chilenera. Hoje, esse baile é considerado um ícone no Chile e é visto, sobretudo, em apresentações folclóricas. Como esta que fui, na Plaza de Armas, em Santiago:

video

Nueva Canción

Lembram-se do Tropicalismo, movimento que consagrou Caetano Veloso e Gilberto Gil?  Pois é, ele surgiu no mesmo contexto da Nueva Canción, ou seja, a ditadura. Nas décadas de 1960 e 1970, o Chile vivia um momento de transição política muito importante. O presidente comunista Salvador Allende defendia a igualdade social, mas, em 1973, a direita (elite, sobretudo) se uniu a alguns militares e deu-se o Golpe de Estado que pôs Augusto Pinochet no poder. No meio dessa confusão toda, cantores se reuniam, em um movimento espontâneo, para contestar o regime através da música. Violeta Parra e Victor Jara são uns dos cantores mais conhecidos da época.

Nas letras do Nueva Canción sempre haviam mensagens de protesto contra a ditadura. 

Nueva Ola e o Rock Chileno

Esse movimento começou paralelo ao Nueva Canción, mas explodiu mesmo na década de 1980. O Nueva Ola representava o rock and roll norte-americano chegando ao extremo sul do mundo! As bandas daqueeeela época fazem sucesso até hoje e seus hits são cantados até hoje, no Chile, pelos jovens. Lembro-me de que quando eu e minhas amigas brasileiras enchíamos muito o saco dos nossos colegas chilenos, eles cantavam para gente “Porque no se van, no se van del país?” ¬¬... Esse, por acaso, é o nome de uma canção de Los Prisioneros. Outras bandas clássicas do rock chileno são Los Bunkers e Los Tres.

Esse hit de Los Prisioneros é uma crítica à quem adora falar mal do próprio país e enaltecer a cultura europeia e dos EUA.

Bom, ainda resta falar sobre a música que se escuta hoje em dia no Chile. Ficou curioso? Então, aguarde que na próxima semana tem mais!

terça-feira, 8 de março de 2011

Chilenismo, o idioma do Chile

Se deseja se comunicar no Chile, esqueça o portunhol e até mesmo o espanhol. Nesse país, o idioma é o chileno, po!


Oi, gente. Tudo bem?


A língua oficial do Chile é o espanhol. Mas mesmo quem conhece bem o idioma de Cervantes  estranha um pouco o jeito de os chilenos falarem. É que o espanhol falado no Chile é muito marcado pela informalidade e por influências estrangeiras e mapuches (indígenas). Além deles falarem rápido, comerem os "d" e "s", etc...

O sotaque chileno varia muito pouco entre as regiões do país. As diferenças são mais marcantes entre pessoas de diferentes classes sociais. Ainda assim, há os chilenismos, que são expressões e palavras usadas diariamente por toda gente. Mas, ¡no te preocupes! Abaixo, vai uma lista de sobrevivência para que o visitante não pague (muito) mico. Tome nota.

Chilenismos – Kit de Sobrevivência para turistas



Bacán/Choro/Filete: Todos são usados para dizer que algo ou alguma situação é bacana, legal. Ex: ¡El viaje estuvo filete!

¿Cuánto vale?: É o nosso "quanto custa?". 

Luca: No Chile, cada mil pesos também é chamado de luca. Ex: “Estos zapatos valen 6 lucas”, ou seja, valem 6 mil pesos.

¡Por favor, no te pase!: Isso é para falar com o taxista quando achar que ele está dando volta demais. Mas sempre com bom humor, hein?

Usted: Esqueça o “Tu”. Ele é falado apenas com amigos. Em comércios, hotéis e outros lugares em que a pessoa não seja íntima, prefira o “usted” que é muito mais educado e se conjuga igual ao "você" do português.

Estoy pato: Estou sem dinheiro. Ex: No puedo ir a Valparaíso porque estoy pato.

Carrete: Festa. Ex: Hay un carrete bacán hoy día. ¿Te tinca ir?

Nem os cartunistas escapam dos chilenismos.


Carabineros: Equivalente aos nossos guardas-civis ou policiais militares. Diga-se de passagem, o carabinero chileno é considerado um dos mais honestos do mundo.


¿Cachái?: Você vai ouvir muiiito isso. Há várias hipóteses sobre sua origem, mas o que nos importa é que ele é sinômimo de saber, conhecer ou entender. Ex: ¿Cachái donde estamos?. Ou então:¡Que clase fome! No cacho nada que dice la profesora.


Micro: Ônibus que roda dentro da cidade. O de viagem é chamado "bus". Ex: Tenemos que tomar una micro que nos lleve al barrio Bella Vista.


Mall: É como eles chamam os shoppings centers. Ex: Me compré un gorro muy lindo en el Mall Apumanque. 


Pololo/polola/pololear: De origem indígena, significa: namorado, namorada e namorar. Ex: No puedo irme contigo, tengo un pololo em Brasil.


¿Qué hora es?: Não só no Chile como no espanhol em geral, não existe "¿Qué horas son?". 

Quiltros: São os famosos vira-latas. Muito comuns nas ruas das grandes cidades chilenas.

Po: Todo mundo fala. É o "pues" do espanhol e o "pois" do português. Eles usam para enfatizar suas respostas de três maneiras. Veja:
Ex 1: ¡Sipo! Seguramente voy a Viña mañana.
Ex 2: ¡Yapo! Deja de molestarme, pesado!
Ex 3: ¡Nopo! No voy al carrete porque estoy pato.

Piola: Alguém ou alguma situação tranquila, “de boa”. Ex: Hablar portuñol es piola, dificil es hablar chileno, po!


Sencillo: É o dinheiro trocado, as moedinhas. Eles costumam falar muito no diminuitivo também. Ex: El billete del metro vale C$ 650. Mejor si lo pagas en sencillito.


Taco: Engarrafamento ou o salto de sapatos femininos. Ex: Voy a atrasarme. Hay un taco enorme cerca a la Plaza Itália.


Quiltro: nome que os chilenos dão aos vira-latas. 

Parece, mas não é!

Bebida: Refrigerante tipo Guaraná, Coca-Cola e etc. Bebida alcoólica é o trago e drinques, em geral, copete.


Chato: Refere-se a coisas ou pessoas entediantes. Ex: La conversa me tiene chata.


Cueca: É o nome da dança típica do Chile. A roupa íntima dos rapazes, chama-se "calzoncillo".

Fome: Também tem a ver com algo ou alguma situação entediante. Então, cuidado na hora de soltar um “¡Que fome!”, que por lá soa como: “Que chatisse!”. Se quiser dizer que tem fome, prefira dizer: Tengo hambre.

Fresco: É quase o contrário do significado no Brasil. Fresco no Chile é o famoso cara-de-pau, atrevido, sem vergonha.


Pelado: Essa é super passível de confusão. Em espanhol, significa careca.


Observem a letra "d" sendo comida. E para quem não conhece, este é Condorrito, o personagem mais famoso dos comics chielnos.


Pesado: Além de se referir a algo com muito peso, significa “chato”. Ex: Este hombre es muy pesado.


Pico: Palavrão! Esquece. Quer subir ao topo ou pico da montanha, diga: Quiero conocer la cima del Cerro Santa Lucía.

Propina: Refere-se à gorjeta e, no Chile, paga-se gorjeta para tudo. 

Tomar: Significa ingerir qualquer bebida alcoólica. Se quiser tomar uma água ou um suco, diga: Tengo sed. Me gustaría beber un água.


Vaso: Copo. É assim em todo país de fala hispânica. Ex: Un vaso de bebida, por fa!

Xuxa: A Rainha dos baixinhos também é bem conhecida no Chile. Mas por lá, a palavra é um insulto dos feios. Ficou com raiva? Prefira usar os termos “¡Pucha!", "¡Chuta!" ou o típico “¡Qué lata!”.

Agora que já sabe um pouco, tente "cachar" esse vídeo (não imaginam quão difícil foi encontrar um vídeo mais ou menos compreensível):


Gente, nada de pânico, hein? Vale lembrar que o chileno adora nosso povo. Eles percebem de imediato quando um brasileiro se aproxima e, em geral, tendem a ser muito pacientes com as nossas falhas idiomáticas.

Nos vemos! 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um ano depois: terremotos constroem o Chile

Hoje faz 1 ano do terremoto que assolou o Chile. Na época, muito estrangeiro voltou ao país de origem e outros cancelaram suas viagens ao Chile. Mas quais os reais riscos de um novo tremor?

Oi, gente. Tudo bem? Mesmo tendo passado tanto tempo, ainda é difícil falar sobre o que aconteceu. Ainda assim, tenho muito orgulho de ter participado da história de mi Chilito!

Um novo terremoto?

Sim. Um dia vai acontecer. Ano passado não foi a primeira e nem a última vez que a terra treme no Chile. O país está em cima da placa tectônica Sul-Americana e do ladinho fica a placa Nazca. Quando elas se chocam causam os tremores e foi assim que, um dia, originou-se a Cordilheira dos Andes.


A Cordilheira dos Andes em julho: o principal cartão-postal do país se originou de choques entre placas tectônicas.

Durante toda essa semana o medo de um novo terremoto, pairava no ar. Mas é pura tensão por estar completando um ano do "27 de febrero".  Eu conversei com a namorada de um amigo chileno, Fernanda Restelli, ela é de Concepción, região onde o terremoto foi mais forte. Fernanda me disse que não teme os tremores, pois eles são constantes. Comove-se mesmo é com o descaso das autoridades para a reconstrução das áreas danificadas e auxílio às famílias atingidas. Ela acredita que como não houve nada grave em Santiago, as autoridades não dão muita importância às outras regiões que foram atingidas.

Na época, dois grupos chilenos se reuniram para gravar a música que virou o Hino do Terremoto. A mensagem passada é de força ao país e ela se escutava em toda a parte. Para quem não conhece, ouça abaixo:



Mas o fato é que a cada catástrofe, o Chile fica mais preparado para esses tremores. E ninguém deve deixar de visitar o país por conta disso. Acredito que o maior risco está em ir e não querer sair mais. ;D

Abaixo, a canção feita especialmente para animar os chilenos naquela época. Ela rapidinho virou o hino de força das pessoas e todo mundo a cantava bastante pelos grupos de reggaeton Croni-K e Chocolate Blanco 


Para quem deseja saber mais sobre os terremotos que construíram a história do Chile, vão gostar deste site: "Ingeniería para todos" .

Até semana que vem! 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chile: um ano depois. E agora?

Depois de ter a melhor experiência das nossas vidas, fica difícil se adaptar à rotina. Mas é preciso.

Olá, pessoal. Quanto tempo! Há exatamente um ano eu decolava rumo à experiência mais legal da minha vida. Mas após tantas maravilhas vividas lá fora, readaptar-se à rotina no país de origem pode ser insuportável. Isso acontece porque nossa visão de mundo se amplia, e a gente toma consciência que o mundinho em que vivemos é apenas um em muitos que ainda podemos conhecer.


E como fica o blog?

Bom, depois que retornei,  entrei mil vezes neste blog, ensaiava posts, mas na hora H desistia de publicá-los. Acontece que é difícil dar dicas de um país quando já não se está nele, verdade? Negativo. É por isso que estou me aventurando por aqui de novo. Espero que gostem do conteúdo que estou preparando. Está sendo feito especialmente para todos os que desejam viajar ao exterior e, principalmente, para quem queira conhecer o Chile...

Mas, por hoje, mostro para vocês uma das consequências mais legais de viajar de intercâmbio: os amigos que fazemos em todo mundo

Antes de voltar para sua chuvosa Inglaterra, o Mark visitou o Paulo, no Rio (por questões éticas, as fotos do baile funk foram vetadas =P)

A madrinha Gaby e o afilhado Alex se encontraram em Guadalajara, no México.

Em Baurú-SP, a minha madrinha Coni passou o revéillon com a Marília.

Na charmosa Paris, a chilena María Jesus passeou com Tomas.

Também pela capital mais famosa do Brasil, a chilena Priscila visitou sua ex-hóspede Verônica.

Longe do calor da América Latina, Mark e Jesus se encontram. Dessa vez na Inglaterra.

E (diga-se de passagem...) na histórica Ouro Preto - MG, eu fui  guia do australiano Matt.


Logo, logo eu volto. Aguardem ;D
*as fotos são de arquivos pessoais dos estrangeiros.